"Borboletas sempre voltam e o seu jardim sou eu!"

Borboletas, Victor e Leo

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tudo que eu sempre quis

E lá estava eu na sala do meu psicólogo. E eu disse palavras que não deviam ser ditas. Mas e daí que eu quero fazer Cinema ou licenciatura em História? Dizer que era isso que eu queria. Esse foi meu maior erro. Ele me respondeu quase que imediatamente que eu seria pobre e com uma risada meio cruel me disse que eu moraria com meus pais para sempre. Uma dor apertou bem fundo no peito e um nó na minha garganta me sufocava. Isso me fez muito mal, meu estômago se contorceu fortemente e conter as lágrimas estava ficando cada vez mais difícil. Doeu muito inclusive fisicamente. Eu não queria chorar. Simplesmente não podia. E fui embora de lá mais triste do que me senti nos últimos tempos. Mas o pior ainda estava por vir, a reação dos meus pais. Eu tola contei o que acontecera a eles, dizer que não queria mais ir nesse psicólogo, que ele estava me deixando infeliz. Os dois depois de me escutarem em um silêncio um tanto constrangedor, unânimes disseram que estava na hora de eu acordar para a realidade e desistir dos meus ideais, disseram que eram infantis, pois essas faculdades não eram escolhas boas financeiramente. Não me contive. Me pus a chorar, pouco me importava agora que as lágrimas corressem soltas pela minha face, não vou abrir mão do que eu acredito. Foi de partir meu coração. Quando eu disse: "Não ligo pra dinheiro, roupas caras, carros do ano ou apartamentos, não me importo em pegar ônibus, até prefiro pra falar a verdade, eu me importo em ter amigos, em praticar o que eu prego, em acreditar em alguma coisa e não ser apenas mais uma menininha boba, me importo em saber coisas realmente importantes, me importo com o mundo e me importo em ler livros. Muitos deles. Não é que eu não goste de dinheiro, só que se não posso ter os dois e o destino me obriga a escolher eu opto pela felicidade" e então minha mãe fez o que as mães não deviam fazer. Elas me fez quebrar meus ideais e pisar em mim mesma. Desisti do que acredito, e hoje tudo é uma vil lembrança morta no meu passado. Ela me olhou no fundo dos meus olhos molhados e disse: "Tu não vai ser feliz quando eu estiver velinha e doente e não tiver dinheiro para me pagar hospital". Hoje me inscrevi pra medicina.

5 comentários:

Lucy disse...

... e mais uma vez o mundo sendo o mundo, horrível e cruel, e os seres humanos não sendo nada humanos e ignorantes e odiosos. Que morram.

Escorpiana disse...

Realmente muito triste, mas infelizmente é a realidade...

Anônimo disse...

Olha! Passo pelo mesmo problema, até já terminei o que não quis, já sou até pós graduado, mas não desisti e vou realizar meu sonho, mesmo que eu desista, quero fazer, quero sentir como é.

Unknown disse...

a realidade pode machucar;;;as vezes temos que dexar d elado oke queremos, para tentar a sorte...essa e a vida...

kbritovb disse...

porra que coisa chata
isso que é pressão psicologica hein
parabens pelo texto
ah chata foi um modo de falar da historia não do blog